Histogramas

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O histograma é um recurso de extrema utilidade, mas também extremamente neglicenciado pela maioria dos fotógrafos. À primeira vista parece ser complexo, mas ao entender como interpretá-lo, você sempre lembrará dele como um grande aliado no objetivo de se alcançar exposições corretas.

Como ler um histograma

O histograma é uma representação gráfica da luminosidade de uma imagem. Cada um dos milhões de pixels que compõe uma foto possui um valor representando seu brilho, e o histograma é capaz de mostrar a distribuição destes pixels dentro da escala de brilho.

Esta escala parte do 0% (preto total, na borda esquerda) até 100% (branco total, na borda direita), com tons médios variando gradualmente do preto ao branco em todos os valores intermediários. Para cada valor, quanto maior o pico, mais pixels desse brilho estão na imagem.

O mais importante a interpretar é: a concentração de pixels representada no histograma que toca uma ou outra borda do gráfico pode ser um problema. Não as concentrações nas proximidades da borda, como aquelas representadas acima, mas o que de fato as toca.

Tudo que está em 0% ou 100% são pixels puramente pretos ou brancos. Por isso, detalhes em tais regiões nunca poderão ser recuperados no pós-tratamento ao se fazer ajustes na exposição (considerando uma imagem diretamente obtida da câmera assim) já que eles simplesmente não foram capturados pela câmera, permanecendo totalmente pretos ou totalmente brancos.

“Pode ser um problema”, como dito logo acima, porque não necessariamente será. Na foto utilizada como exemplo abaixo, grande parte dela de fato é completamente preta, sendo algo bem comum em fotos noturnas. Veja:

Como você pode observar, seu histograma nos mostra a alta concentração de pixels escuros e puramente pretos (borda esquerda) relativos ao céu escuro presente em grande parte da foto, com uma pequena concentração de pixels claros e puramente brancos (borda direita) relativos às luzes na fachada do prédio e nos bolões.

A partir de agora, você já é capaz de interpretar o básico sobre histogramas. Indo além, outras informações sobre a imagem também podem ser interpretadas, como seu contraste e, em histogramas mais detalhados, informações sobre a concentração de cores.

Interpretando o contraste

Cenas com muito contraste são aquelas em que há muitos pixels escuros e muitos pixels claros, e talvez não muitos pixels em tons intermediários.

Para a maioria das situações do dia a dia, suas fotografias se bem expostas terão histograma com maior concentração de pixels nos tons médios, na área central do gráfico.

Ao fazemos ajustes no contraste de uma imagens assim, grande parte destes pixels irá se redistribuir no sentido das laterais, diminuindo sua concentração na área central. Isso pode ser visto em tempo real em programas como o Lightroom.

Observe o exemplo a seguir:

Imagem com pouco contraste

Esta é uma imagem bem exposta e com pixels muito concentrados na região central do gráfico, demonstrando o pouco contraste existente.

Ao aumentarmos o contraste de forma exagerada, é possível perceber como os pixels se redistribuem para as extremidades do gráfico, chegando a perder definitivamente todos os detalhes nas áreas mais claras por se tornarem totalmente brancos.

Imagem com muito contraste

Aproveitando estes mesmos exemplos, você provavelmente percebeu que os histogramas não estão mostrando somente as distribuições de luminosidade, mas também estão mostrando as distribuições de cores!

Caso haja um cor específica com muito brilho, esta ficará tão saturada que perderá os detalhes. Para resolver este problema, você pode desaturar a cor levemente para trazer de volta alguns dos detalhes naqueles pixels.

Não confie no LCD da câmera

O histograma é principalmente útil se você visualizá-lo no momento em que está tirando as fotos, pois caso seja identificado qualquer área com perda de detalhes por ter pixels nos extremos (preto ou branco), você ainda terá a oportunidade de disparar outra foto.

Histogramas típicos de câmeras Canon.
As cores primárias são representadas em histogramas separados

Não confie no LCD da câmera para checar se a exposição ficou correta. Ele é ótimo para verificar composição, foco, em alguns casos até nitidez, mas não a exposição, que poderá te surpreender ao se mostrar muito diferente quando você visualizar a foto num computador.

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